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O que são transtornos de aprendizagem e como identificá-los

Atualizado: 2 de jun. de 2023



Os transtornos de aprendizagem são condições que afetam a capacidade de uma pessoa de adquirir e processar informações, mesmo quando o indivíduo possui habilidades intelectuais e oportunidades educacionais adequadas. Esses transtornos são comuns e afetam muitas pessoas, especialmente crianças, mas podem ser difíceis de identificar e diagnosticar. Neste artigo, discutiremos o que são transtornos de aprendizagem e como identificá-los.


O que são transtornos de aprendizagem?


Os transtornos de aprendizagem são um grupo de condições neurológicas que afetam a capacidade de uma pessoa de adquirir, compreender e usar habilidades acadêmicas básicas, como leitura, escrita e matemática. Eles também podem afetar a capacidade de compreender e seguir instruções, lembrar informações e organizar informações.


Os transtornos de aprendizagem são diferentes de problemas de aprendizagem temporários, como dificuldades em aprender um novo tópico ou dificuldades em se concentrar em um ambiente de aprendizagem difícil. Os transtornos de aprendizagem são persistentes e afetam a capacidade do indivíduo de aprender ao longo do tempo, apesar dos esforços de ensino e da prática.



Existem muitos tipos diferentes de transtornos de aprendizagem, mas aqui estão os 10 mais comuns:


1. Dislexia


Dislexia é um transtorno de aprendizagem que afeta a capacidade de ler com precisão e fluência. Pessoas com dislexia podem ter dificuldade em reconhecer palavras, soletrar e compreender o significado das palavras. É um problema neurológico que não está relacionado à inteligência ou habilidade geral da pessoa, mas pode afetar a autoestima e a autoconfiança.


Dislexia é um transtorno de aprendizagem que afeta a capacidade de ler com precisão e fluência.

A dislexia é diagnosticada através de avaliações específicas e pode ser tratada através de terapias de leitura, suporte educacional e tecnologias assistivas. Com o tratamento adequado, a maioria das pessoas com dislexia pode aprender a ler e escrever com sucesso e alcançar sucesso acadêmico e profissional.


2. Discalculia


A discalculia é um transtorno de aprendizagem que afeta a capacidade de entender e trabalhar com números. Pessoas com discalculia podem ter dificuldade em fazer cálculos matemáticos básicos, compreender conceitos matemáticos e lembrar números. É um problema neurológico que não está relacionado à inteligência geral ou habilidade da pessoa, mas pode afetar a autoestima e a autoconfiança.



A discalculia é diagnosticada através de avaliações específicas e pode ser tratada através de terapias de matemática, suporte educacional e tecnologias assistivas. Com o tratamento adequado, a maioria das pessoas com discalculia pode superar as dificuldades matemáticas e alcançar sucesso acadêmico e profissional.


3. Disgrafia


Disgrafia é um transtorno de aprendizagem que afeta a capacidade de escrever com precisão e fluência. Pessoas com disgrafia podem ter dificuldade em formar letras e palavras, manter a escrita alinhada e seguir as regras gramaticais. A disgrafia pode ser primária, o que significa que é um problema específico de escrita, ou secundária, o que significa que é causada por outro transtorno, como a dislexia.


O tratamento para disgrafia geralmente envolve terapias de escrita e suporte educacional para ajudar a pessoa a desenvolver habilidades de escrita adequadas. A tecnologia assistiva, como o uso de computadores e softwares de processamento de texto, também pode ajudar a pessoa a superar as dificuldades de escrita. Com o tratamento adequado, a maioria das pessoas com disgrafia pode melhorar sua escrita e alcançar sucesso acadêmico e profissional.


4. Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)


O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico que afeta a atenção, o comportamento e a regulação emocional. Pessoas com TDAH podem ter dificuldade em se concentrar em tarefas específicas, seguir instruções e concluir tarefas, além de apresentarem impulsividade e hiperatividade. O TDAH é geralmente diagnosticado em crianças em idade escolar, mas também pode persistir na idade adulta.



O tratamento para o TDAH geralmente envolve uma abordagem multifacetada que inclui medicação, terapia comportamental e suporte educacional. Com o tratamento adequado, a maioria das pessoas com TDAH pode aprender a gerenciar seus sintomas e alcançar sucesso acadêmico e profissional. É importante lembrar que o TDAH não é uma falha de caráter ou uma escolha consciente e as pessoas com TDAH merecem compreensão e apoio.


5. Transtorno do espectro autista (TEA)


O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno neurobiológico que afeta o desenvolvimento da comunicação social e comportamental. Pessoas com TEA podem ter dificuldade em se comunicar e interagir com os outros, apresentar comportamentos repetitivos ou restritos e apresentar sensibilidade sensorial. O TEA é geralmente diagnosticado na infância, embora muitas vezes os sintomas possam ser identificados desde a primeira infância.



O tratamento para o TEA geralmente envolve terapias comportamentais e educacionais, bem como o uso de tecnologias assistivas para apoiar as habilidades de comunicação. É importante lembrar que as pessoas com TEA são indivíduos únicos e variam amplamente em suas habilidades e desafios. Com o tratamento adequado, a maioria das pessoas com TEA pode aprender a gerenciar seus sintomas e viver uma vida plena e satisfatória. É fundamental promover a inclusão e a compreensão das pessoas com TEA em nossas comunidades e sociedade.


6. Transtornos de linguagem


Os transtornos de linguagem são um grupo de transtornos que afetam a capacidade de uma pessoa de compreender e/ou utilizar a linguagem de forma eficaz. Esses transtornos podem afetar diferentes aspectos da linguagem, como a compreensão, a produção e a expressão. Os transtornos de linguagem podem ser causados por diferentes fatores, como problemas neurológicos, genéticos, ambientais ou de desenvolvimento.


O tratamento para transtornos de linguagem geralmente envolve terapias de linguagem e fala, suporte educacional e tecnologias assistivas. Com o tratamento adequado, a maioria das pessoas com transtornos de linguagem pode melhorar suas habilidades de comunicação e alcançar sucesso acadêmico e profissional. É importante lembrar que os transtornos de linguagem não são uma falha de caráter ou uma escolha consciente, e as pessoas com esses transtornos merecem compreensão e apoio.


Existem diferentes tipos de transtornos de linguagem, alguns exemplos incluem:


Afasia: um transtorno que afeta a capacidade de uma pessoa de compreender ou produzir linguagem após uma lesão cerebral, como um acidente vascular cerebral.


Transtorno Específico da Linguagem (TEL): um transtorno que afeta o desenvolvimento da linguagem em crianças, fazendo com que tenham dificuldade em aprender e utilizar a linguagem de forma adequada para sua idade.


Transtorno Fonológico: um transtorno que afeta a produção dos sons da fala, fazendo com que a pessoa tenha dificuldade em pronunciar palavras corretamente. Esse transtorno pode ser causado por problemas neurológicos ou ambientais, como falta de exposição adequada à linguagem durante o desenvolvimento.


7. Transtorno de aprendizagem não verbal (TANV)


O Transtorno de Aprendizagem Não-Verbal (TANV) é um transtorno de aprendizagem que afeta a capacidade de uma pessoa de compreender e processar informações visuais e espaciais. Pessoas com TANV podem ter dificuldade em interpretar expressões faciais, compreender piadas ou metáforas, e podem ter dificuldade em entender conceitos abstratos. Ao mesmo tempo, essas pessoas geralmente têm habilidades verbais relativamente intactas.



O TANV pode ser diagnosticado em crianças em idade escolar e muitas vezes é acompanhado por outros transtornos de aprendizagem, como dislexia ou discalculia. O tratamento para o TANV geralmente envolve terapia educacional e comportamental, e o uso de tecnologias assistivas pode ajudar a melhorar as habilidades de comunicação e compreensão de conceitos visuais e espaciais.


8. Transtorno de aprendizagem auditiva (TAA)


O Transtorno de Aprendizagem Auditiva (TAA) é um transtorno que afeta a capacidade de uma pessoa de processar informações auditivas de forma eficaz. Pessoas com TAA podem ter dificuldade em compreender o que está sendo dito, especialmente em ambientes ruidosos ou quando há muitos estímulos sonoros ao mesmo tempo. Essas pessoas também podem ter dificuldade em lembrar ou reproduzir informações que foram ouvidas anteriormente.


O TAA pode ser diagnosticado em crianças em idade escolar e é muitas vezes acompanhado por outros transtornos de aprendizagem, como dislexia ou discalculia. O tratamento para o TAA geralmente envolve terapia educacional e comportamental, bem como tecnologias assistivas, como amplificadores de som ou fones de ouvido com cancelamento de ruído, que ajudam a reduzir o ruído ambiente e melhorar a compreensão auditiva.


9. Transtornos de memória


Os transtornos de memória afetam a capacidade de uma pessoa de adquirir, reter e recuperar informações armazenadas na memória. Esses transtornos podem ser causados por lesões cerebrais, doenças neurodegenerativas, distúrbios psiquiátricos, deficiências nutricionais, entre outros fatores. Alguns exemplos de transtornos de memória incluem amnésia, demência, doença de Alzheimer, síndrome de Korsakoff, transtornos dissociativos, entre outros. Dependendo da causa e gravidade do transtorno de memória, o tratamento pode incluir terapia cognitivo-comportamental, terapia ocupacional, medicamentos e outras intervenções.


As pessoas com transtornos de memória podem ter dificuldade em se lembrar de eventos recentes ou passados, reconhecer rostos familiares, seguir instruções ou aprender novas habilidades. Essas dificuldades podem afetar a vida cotidiana da pessoa, incluindo seu trabalho, estudos, relacionamentos e outras atividades sociais.


10. Transtorno de processamento sensorial (TPS)


O Transtorno de Processamento Sensorial (TPS) é uma condição em que uma pessoa tem dificuldade em processar informações sensoriais recebidas do ambiente de forma eficaz. Pessoas com TPS podem ser hipersensíveis ou hipossensíveis a estímulos sensoriais, como sons, luzes, texturas e cheiros. Essas pessoas podem ter dificuldade em filtrar informações sensoriais irrelevantes e se concentrar naquelas que são importantes para a tarefa em questão.


O TPS pode afetar a vida cotidiana da pessoa, incluindo a capacidade de trabalhar, estudar e se socializar. O tratamento para o TPS envolve terapia ocupacional e comportamental, bem como o uso de estratégias sensoriais, como o uso de fones de ouvido com cancelamento de ruído, luzes suaves e outras intervenções para ajudar a pessoa a lidar com os estímulos sensoriais. É importante lembrar que as pessoas com TPS têm habilidades únicas e merecem compreensão e apoio para alcançar seu potencial.


Como identificar transtornos de aprendizagem?


Identificar transtornos de aprendizagem pode ser um processo complexo, mas existem algumas práticas que podem ajudar a detectar sinais de possíveis problemas. Aqui estão 10 dicas práticas para identificar transtornos de aprendizagem:


Observar o desempenho acadêmico: notas abaixo da média ou dificuldades para acompanhar o ritmo da turma podem ser um sinal de problemas de aprendizagem.


Prestar atenção aos comportamentos em sala de aula: inquietação, falta de concentração e desatenção podem ser indicadores de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).


Observar as habilidades sociais: dificuldade em interagir com colegas e em entender nuances sociais podem ser sinais de Transtorno do Espectro Autista (TEA).


Avaliar a linguagem: dificuldades em compreender instruções e em se expressar verbalmente podem ser indicadores de transtornos de linguagem.


Observar a leitura: dificuldades em decodificar palavras, trocar letras ou silabas pode indicar dislexia.


Prestar atenção à matemática: dificuldades em compreender conceitos matemáticos, em realizar operações ou em entender problemas podem ser indicadores de discalculia.


Observar a escrita: dificuldades em escrever de forma legível, em manter a organização textual e em seguir as normas de pontuação e gramática podem ser indicadores de disgrafia.


Avaliar a memória: dificuldades em lembrar de informações importantes, em reter informações recentes ou em lembrar-se de eventos importantes podem ser indicadores de transtornos de memória.


Verificar a sensibilidade sensorial: hipersensibilidade ou hiposensibilidade a estímulos sensoriais pode indicar Transtorno de Processamento Sensorial (TPS).


Observar o histórico familiar: se algum parente próximo tem ou teve algum transtorno de aprendizagem, pode aumentar as chances de uma criança apresentar sintomas semelhantes.


Ao observar esses sinais, é importante lembrar que um diagnóstico adequado deve ser feito por um profissional qualificado, como um psicólogo ou psicopedagogo, que pode avaliar de forma mais precisa e elaborar um plano de intervenção adequado para ajudar a criança a lidar com suas dificuldades e alcançar seu potencial máximo.


Buscando ajuda profissional para transtornos de aprendizagem: saiba como e quando procurar apoio


Buscar ajuda profissional é fundamental para lidar com transtornos de aprendizagem. Os pais ou responsáveis devem estar atentos aos sinais de possíveis problemas e buscar a orientação de um profissional qualificado, como um psicólogo, psicopedagogo, fonoaudiólogo ou neuropediatra.


O primeiro passo é conversar com um pediatra ou com a escola da criança, que podem indicar profissionais especializados em diagnóstico e intervenção de transtornos de aprendizagem. Além disso, é possível buscar informações em organizações que se dedicam ao tema, como associações de pais de crianças com transtornos de aprendizagem.


Ao buscar ajuda profissional, é importante ter em mente que o processo pode ser demorado e envolver diversos profissionais e intervenções, como avaliações psicológicas, psicopedagógicas, neurológicas e terapias específicas. Também é importante envolver a escola no processo, para que a criança possa receber apoio adequado em sala de aula.


É importante lembrar que cada criança é única e que o processo de diagnóstico e intervenção pode variar de acordo com as necessidades individuais. É fundamental ter paciência e buscar orientação de profissionais qualificados para ajudar a criança a lidar com suas dificuldades e desenvolver suas potencialidades. A intervenção precoce pode ser fundamental para que a criança possa ter um desenvolvimento saudável e alcançar sucesso escolar e pessoal no futuro.


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