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Afinal, o que é ser inteligente?

12 Jul 2017

 

 

Pergunta-se: “Ele ou ela é inteligente?” ou afirma-se: “Nossa! Tão inteligente aquele menino. Tão inteligente aquela moça.” Você já parou pra pensar sobre o que isso significa? Será que essa avaliação de inteligência tem a ver com algum critério unânime? Será que minha compreensão de inteligência é equivalente à sua ou a de qualquer outra pessoa? Afinal, o que entendemos por inteligência?

 

Há pouco mais de um século, em Paris, Alfred Binet era reconhecido e aclamado pela criação do primeiro teste de inteligência, o primeiro capaz de apresentar uma medida objetiva para a inteligência (pelo menos era isso que prometia o teste de QI). Um pouco mais à frente surgiram novas formas de se aferir a inteligência, os testes de aptidão escolar (SAT) que prometiam identificar os gênios ou aqueles denominados “superdotados de inteligência”. Durante anos, e ainda atualmente, muitos de nós acreditamos que um QI superior a 130 garantiria o sucesso, ou que o bom desempenho num teste SAT seria suficiente para situar um indivíduo entre os mais hábeis dentro da espécie humana. Estaríamos corretos? Em parte. Talvez.

 

Sem dúvida, o sucesso no meio acadêmico pode ser avaliado (sempre parcialmente) por testes objetivos, mas isso não é tudo, é insuficiente. E, sair-se bem na escola não significa “sair-se bem na vida”, como provaram muitos dos nossos pais e avós que, sequer, frequentaram os bancos escolares. A insuficiência desses testes se revela, porque a aferição da inteligência, obtida em testes de QI e SAT, baseia-se tão somente em habilidades linguísticas e lógico-matemáticas, ignorando outras habilidades essenciais para vida.

 

Não se pode ignorar aquelas pessoas, inteligentíssimas, que se destacam em áreas como música, dança, artes plásticas, relações humanas, dentre outras. Logo, se tratamos de inteligência, há que se considerar, toda uma gama de habilidades que fazem com que as pessoas sejam capazes de se destacar em determinadas áreas. Por isso, precisa-se definir o que se entende por inteligência e, felizmente, as coisas não são tão simples. A inteligência não é algo que se possa quantificar objetivamente, tampouco é um conceito de simples compreensão.

 

Uma visão alternativa, bastante interessante para fazer-nos compreender essa qualidade humana tão singular, surgiu nas últimas décadas, libertando-nos da visão uniforme de inteligência que empregávamos até então. Essa formulação considera o desenvolvimento de capacidades importantes para o modo de vida de cada um; nesse sentido, a capacidade para resolução de problemas ou elaboração de produtos que sejam valorizados socialmente seria uma boa explicação para o que é de fato a inteligência (ainda que, aqui, bastante resumida e simplificada).

 

Howard Gardner, em 1979, iniciou seus estudos sobre “A Natureza e a realização do Potencial Humano” e, a partir daí, começou a jornada no sentido de divulgar sua teoria denominada “Inteligências Múltiplas”, na qual revela, didaticamente, a existência de sete inteligências que se apresentam em todos os seres humanos, mais ou menos desenvolvidas. São elas:

 

Inteligência linguística – muito valorizada no meio acadêmico, diz respeito à capacidade de lidar com as palavras escritas ou faladas, analisar, compreender e escrever textos.

 

Inteligência lógico-matemática – também valorizada enormemente, diz respeito à capacidade de lidar com números, análises, numéricas, cálculos, proporções, equações etc.

 

Inteligência espacial – capacidade de criar um modelo mental de mundo, com direções, relevos etc. Emprega objetividade e ampla capacidade de orientação e localização no espaço.

 

Inteligência musical – capacidade de identificar, produzir e reproduzir sons musicais. Inteligência amplamente identificável na história de Mozart.

 

Inteligência corporal-cinestésica – aptidão para lidar com próprio corpo, utilizando-o de forma ampla e coordenada, como ocorre com os atletas e dançarinos, por exemplo.

 

Inteligência interpessoal – habilidade de relacionar-se com outras pessoas, colocando-se em seus lugares, compreendendo e acessando-as com facilidade.

 

Inteligência intrapessoal –  capacidade de autoconhecer-se, perceber suas tendências e emoções, administrando sua relação com o mundo de maneira equilibrada.

 

Levando em conta essas sete capacidades ou inteligências mencionadas, podemos concluir que não seria possível mensurar a inteligência através de um único e objetivo teste, baseado em perguntas e respostas.

 

Podemos dizer, também, que julgar ou avaliar a inteligência de alguém é sempre bastante relativo, já que as inteligências são múltiplas e o indivíduo é uma combinação de todas elas, em diferentes graus.

 

Por isso, cada vez mais, as escolas empenham-se em oferecer atividades curriculares que comtemplam as sete inteligências como grupos de discussão, aulas reflexivas, música, dança, educação física etc. Cabe a nós compreendermos e acompanharmos essa evolução, apoiando as atividades diferenciadas, valorizando currículos inovadores e deixando de lado a noção estanque de que inteligente é quem se sai bem em testes objetivos, pois, afinal de contas, não é possível, sequer, determinar clara e objetivamente o que é inteligência.

 

Leia mais sobre esse assunto em:  GARDNER, Howard. Inteligências Múltiplas: Teoria na prática – ed. Artmed

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